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© 2018 por Brisa CC ~

Atualizado: há 6 dias

Desde que foi concebido em 1994 o sistema Last Planner tem sido amplamente implementado por diversas empresas mundo a fora em busca de garantir uma maior previsibilidade em seus projetos. Ao longo dos anos algumas melhorias foram sendo incrementadas ao método original, e mais recentemente uma delas tem se tornado destaque em diversos canteiros de obra do brasil, o Check-in/out, que também é conhecido na literatura como Daily Meetings ou mesmo Huddle Meetings.


O Check-in/out pode ser considerado como o 5º elemento do sistema Last Planner (Long Term Planning, Pull Planning, Lookahead Planning, Weekly Planning) e tem função fundamental para auxiliar as empresas a evitar que pequenos desvios diários tomem proporções significativas. Parte dos estudos na área já vinham identificando que para alguns tipos de obra a implantação dos 4 elementos do Last Planner não era suficiente, pois o PPC semanal raramente alcançava 100%, o que demonstrava que condições de incerteza ainda surgiam ao longo da semana além de não garantir o atendimento ao prazo de obra.


Neste ponto, um estudo recente demonstrou que o uso do Check-in/out pode resultar em um aumento de 15% da média do PPC (Grande, 2019).


De uma forma geral, o Check-in/out é uma reunião diária em que o Coordenador de produção ou Supervisor da produção tem com os principais encarregados para alinhar as metas a serem produzidas no dia e remover obstáculos que possam vir a prejudicar as equipes a alcançarem esta meta (Figura 1). Ainda nesta reunião, os encarregados devem apontar o avanço realizado do dia anterior, o que permite a equipe de gestão da produção identificar se a meta semanal prevista no plano de curto prazo será alcançada ou não. Este fator é muito importante pois caso seja identificado, por exemplo, que na quarta-feira que existe um risco grande de uma atividade não ser concluída, a equipe de gestão pode tomar ações corretivas como trabalhar uma hora extra a mais, redistribuir recursos, trabalhar no sábado, e etc. Em outras palavras, o Check-in/out funciona como uma forma estruturada de acionar a cadeia de ajuda para auxiliar a produção na resolução de problemas que venham paralisar alguma frente de serviço.


Figura 1 – Reunião de Check-in/Out


Mas, antes de sair por aí tentando implementar em sua obra, segue algumas questões iniciais que você precisa saber:


Qual tipo de obra deve ser aplicado o Check-in/Out e para quais serviços?


A partir de nossa experiencia prática criamos uma matriz que auxilia aos gestores identificar qual tipo de obra merece aplicar o Check-in Check-out e para quais serviços devem ser aplicados. Na Figura 2 é possível identificar dois eixos principais na nossa matriz, o eixo horizontal que trata da duração do projeto, e o eixo vertical que trata da complexidade do projeto.

Projetos mais complexos, onde existe muita interdependência entre frentes, incertezas referentes a projetos, indefinições do cliente ou mesmo reformas em prédios que estão em funcionamento tende a ser obrigatório o uso do Check-in Check-out, seja esta aplicação total (para projetos com curto prazo de execução) ou parcial focada em serviços do caminho crítico (para projetos com longo prazo de duração). Por outro lado, projetos pouco complexos, onde existe uma grande repetitividade do produto tem de a ter uma aplicação parcial focada em serviços críticos (para projetos com curto prazo de execução) ou não necessita a aplicação do Check-in Check-out (para projetos com longo prazo de execução).


Figura 2- Matriz Duração x Complexidade


Quanto tempo deve durar a reunião?


A reunião deve ser focada, durar no máximo 20 min, para isto, os encarregados devem ter deixado registrado antes da reunião a aderência com relação a meta diária e o principal problema que impactou para o não atendimento.


Qual indicador devo utilizar?


Um dos indicadores sugeridos é o de aderência diária, que avalia qual a aderência da produção para a meta alinhada no dia anterior. Lembrando que as metas diárias devem ter sido planejadas para serem feitas ao longo da semana no planejamento de curto prazo. Para os casos em que a meta diária definida no Check-in Check-out não foi planejada para o curto prazo, a aderência deverá ser igual a 0. Outro indicador importante é o indicador de produtividade, o qual pode auxiliar os gestores a tomar decisões para melhorar a produtividade de uma equipe.


Referencias bibliográficas


GRANDE, F. Modelo para Implementação do Gerenciamento Diário no Processo de Planejamento e Controle Operacional na Construção Civil com foco na Gestão Visual. 2019. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Engenharia Civil – IMED, 2019.

Com frequência o uso do Lean Construction é associado a utilização de ferramentas de programação de curto prazo e atualização do famoso indicador do PPC (Percentual de Pacotes Concluídos).


Para quem nos acompanha e para quem já estudo mais a fundo o Lean, já deve ter percebido que o Lean Construction é muito mais amplo que e que o planejamento e programação semanal é apenas uma ferramenta que nos permite trazer colaboração, confiança , melhoria de comunicação e clareza no controle das atividades.


E é sobre esses aspectos que vamos falar hoje!


Primeiramente, a programação de curto prazo, só existe se tivermos desenvolvido um bom planejamento de médio prazo, com a remoção das restrições e com clareza da sequência das atividades.


Colaboração e Confiança


Imagine-se como engenheiro de produção, mestre de obras, supervisor ou encarregado de produção em uma reunião de programação semanal. O que você gostaria de ouvir da Engenharia e Planejamento da obra sobre as atividades previstas para que você executar?


Pareceria óbvio, mas gostaríamos de receber uma sequência de atividades que tenhamos plenas condições para executá-la. Atividades para as quais tenhamos os projetos, os materiais, a equipe e as informações necessárias para executá-las. Havendo isso, nos caberia executar a atividade da melhor maneira possível.


Nesse momento, ocorre a virada da chave e passamos a criar confiança e colaboração entre equipe de produção de planejamento. Aí está um dos grandes, se não maior benefício de uma reunião de programação semanal bem feita.



Melhoria de comunicação


Como a comunicação em grande parte das obras funciona? Estamos todos no mesmo canteiro de obras, ou iniciamos nossa jornada no mesmo canteiro de obras. Após isso, equipes e líderes de equipe se deslocam para diversos pavimentos, ou para obras horizontais, quilômetros diferentes, para um local de trabalho específico. Falamos, por rádio, por Whatsapp, por e-mail. Mas quantas vezes, reunimos as lideranças das operações para conversar sobre as atividades desenvolvidas e sobre os problemas encontrados. E o melhor, quantas vezes dividimos o que aprendemos com os problemas que resolvemos?


As reuniões de programação e as reuniões diárias da produção são para isso. Para melhorar nosso entendimento sobre o que precisamos executar, como vamos executar e quais problemas ocorreram na execução. Um estudo realizado pela nossa amiga, (VIANA, 2011) demonstrou que entre 68 e 75% do tempo das reuniões de curto prazo são utilizados para suprir a necessidade de troca de informações do dia a dia e não para programar e controlar as atividades programadas.



Clareza no controle das atividades


Indicadores claros e que tragam uma visão para a tomada de decisão são o grande benefício que obtemos através rotinas de programação e controle da produção no curto prazo. Indicadores que permitam compreender a utilização da capacidade produtiva, a capacidade de planejar e os problemas que ocorreram, são ferramenta para a melhoria contínua da obra e o aprendizado, um dos pilares do Lean.


Por fim, algumas dicas:


Para se atingir maior eficiência e assertividade na programação semanal, algumas questões para a descrição da programação semanal são importantes (BALLARD, 2000):

· os pacotes de trabalho devem ser bem definidos, sendo possível identificar claramente a sua conclusão ou não ao término do período;

· os pacotes de trabalho devem garantir o sequenciamento construtivo, garantindo a continuidade das tarefas desenvolvidas por outras equipes;

· A quantidade de trabalho definida em cada pacote deve corresponder à capacidade produtiva de cada equipe de trabalho;

· O pacote de trabalho é exequível, ou seja, os recursos necessários devem estar disponíveis quando eles forem solicitados;

Referências

VIANA, Daniela Dietz. Compreensão do sistema Last Planner de controle da produção segundo a Perspectiva da Linguagem-Ação. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011;


BALLARD, G. The Last Planner System of Production Control. 2000. 192f. Thesis (Doctor of Philosophy) – School of Civil Engineering, Faculty of Engineering, University of Birmingham, Birmingham, 2000.

Atualizado: Abr 2

Nosso intuito é fomentar a inovação e tecnologia do ecossistema no setor construtivo e imobiliário no sul do país, além da realização do Fórum de Inovação da Construção, a partir de Fevereiro 2020 surgiram as iniciativas dos Meetups de Inovação na Construção, para aquecer o debate e temáticas relacionadas a inovação na construção. Os Meetups objetivam trazer oportunidade de conhecer soluções inovadoras e tecnológicas que já estão sendo aplicadas no mercado e apoiar na descoberta de novos caminhos e oportunidades de negócio.


Dia 10/03/2020 realizamos o 2º Meetup de Inovação na Construção na Area 51 em parceria com a @petinelli.inc, @trashinoficial e a @beyond.domotics, dando vida a esse evento que já estávamos querendo concretizar a um tempo. Neste evento, a temática norteadora foi Sustentabilidade e Greentechs na Construção e contamos com 3 talks incríveis:



Petinelli // Ricciano Liberali

Petinelli: empresa de consultoria para certificação de projetos e empreendimentos LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

Tema: estratégia econômica para o processo de certificação sustentável em incorporadoras/construtoras.

Ricciano trouxe para a talk a discussão sobre eficiência energética sob a ótica de dois parâmetros: eficiência e energias renováveis. Através da apresentação de cases de sucesso (1ª empresa do mundo com certificação LEED Zero da U.S. Green Building Council - USGBC), demonstrou que projetos sustentáveis podem sim ser economicamente viáveis e que precisamos pensar mais na eficiência e não só na questão energética.

Foco: eficiência energética, estratégia econômica e geração de valor


Trashin // Sergio Finger

Trashin: empresa de gestão de resíduos 360º.

Tema: gestão completa de resíduos e o seu impacto na sociedade.

Sergio falou sobre a atuação da Trashin no mercado e das principais dificuldades de atuar em um ramo onde é complicado materializar a entrega de valor ao cliente. Por atuar na cadeia de ponta a ponta, a Trashin consegue monitorar todo o “ciclo de vida” do lixo desde a sua coleta até a sua destinação final, seja ela para descarte ou reutilização. Sergio aproveitou o evento para apresentar a nova parceria da Trashin com a Encosta Engenharia, parceria esta que busca ampliar o escopo de atuação da Trashin para o mercado da construção civil.

Foco: geração de valor a partir da gestão correta dos resíduos, impacto social, econômico e ambiental.

Beyond Domotics // Felipe Delvan

Beyond Domotics: empresa de automação residencial e industrial com gestão de energia de fontes renováveis.

Tema: Casas inteligentes e como a tecnologia pode proporcionar um consumo de energia mais consciente e econômico.

Felipe apresentou sua mais nova parceria, a Conceptu, e como esta união de esforços das duas empresas traz uma sinergia para seus clientes, tendo em vista que a Beyond (empresa de automação residencial e industrial) e as empresas sob gestão da Conceptu (ClubeWatt - vendas de cotas de geração de energia solar; WattPanel - plataforma digital de gestão e monitoramento de produção de energia renovável; e DataWatt - central digital de gestão energética) se complementam em suas atividades. Sem contar que ambas empresas buscam trazer para mais perto do consumidor final a utilização de tecnologias de forma simplificada e de fácil acesso. Outro ponto interessante da talk do Felipe foi a apresentação da plataforma Thomas desenvolvida em parceria com a Ambar. Thomas é um sistema de monitoramento e gestão de consumo de energia elétrica que busca otimizar os recursos energéticos residenciais com o objetivo de gerar um consumo mais consciente e eficiente.

Foco: atuação em parceria para geração de valor, tecnologia e eficiência energética.


Agradecemos aos parceiros @petinelli.inc, @trashinoficial e a @beyond.domotics na realização deste 2 Meetup!! Nos acompanhe nas redes sociais e não perca os próximos Meetups de Inovação na Construção e fique atento as novidades do Fórum de Inovação na Construção 2020!!


Instagram: @climbgroup

LinkedIn: Climb Consulting Group



Post escrito por: Thiago Farias e Rafael Goerg